30 de jul de 2012

Buquê de noiva. Dos tradicionais aos mais inusitados.

Todo mundo sabe que a noiva e o buquê tem que ser uma coisa só. Uma composição perfeita.
As vésperas do meu casamento, escutei que a noiva tem que amar o seu buquê.
Se não for assim, todo o casamento já vai por água a baixo. Dramático não ? Pode até ser, mas para quem está ali, sonhando com o momento perfeito o tal buquê (que para muitos não passa de algumas flores) tem um significado muitoooo especial.
O costume da noiva levar um buquê começou na Grécia Antiga. Naquela época eram constituídos por ramos de ervas e alho para atrair bons fluidos e afastar o mau-olhado.

No período da Idade Média as noivas faziam o trajeto a pé para a igreja, no qual recebiam flores, ervas e temperos para lhe trazerem sorte e felicidade, formando assim, no final do trajeto, um buquê. 
Foi na Europa que os arranjos tornaram-se mais sofisticados, com flores exóticas.
Na época Vitoriana, século XIX, era impróprio declarar abertamente seus sentimentos, criou-se então a “Linguagem das Flores” para demonstrar suas intenções sem falar uma palavra sequer. 
Os buquês passaram a ser escolhidos pelo significado das flores. 
Na antiga Polônia, acreditava-se que, colocando açúcar no buquê da noiva, seu temperamento se manteria "doce" ao longo do casamento (romântico, não).
O buquê nem sempre precisa combinar com os arranjos da festa e sim com o estilo da noiva.
Alguns estilos:

  • Romântico: Buquês estilo redondo ou braçada, nas cores vermelha, rosa, pink. Pode-se sugerir os tons sobre tons e acabamentos com laços e fitas.
  • Exóticos: Flores exóticas com mistura de cores, padrões e texturas.
  • Delicado: Formato redondo, cores suaves, tamanho proporcional. Acabamento sutil com pequenas flores e cetim.
  • Clássico: Buquês formais, redondos ou em cascata. As rosas, tulipas e orquídeas são as mais indicadas.
  • Moderno: Flores e combinações mais inusitadas. Cores mais fortes e contrastantes. Formato redondo “desestruturado” com folhagens e elementos diversos.





Assim como os formatos a escolha da flor é muito importante, para o que ela pretende passar para os convidados, no qual representa muito da personalidade da noiva. Como por exemplo:
  • Cactus: perseverança
  • Copo de leite: reconciliação
  • Tulipa: declaração de amor
  • Coroa imperial: majestade, poder
  • Margarida: inocência, virgindade
  • Camélia: beleza perfeita
  • Cravo amarelo: desprezo
  • Lírio: pureza
  • Miosótis: fidelidade
  • Flores do campo: juventude
  • Celósia: fertilidade
  • Cravos variados: rejeição
  • Crisântemo: paixão
  • Rosas: amor em suas várias formas
  • Dália: crescimento
  • Hortência: frieza, indiferença
  • Dedaleira: falsidade
  • Gerânio escuro: tristeza
  • Dente-de-leão: oráculo
  • Gérbera: vida, energia

Antigamente as noivas confeccionavam dois arranjos. Um era abençoado por um sacerdote e preservado numa redoma de vidro que era exposto na sala de casa ou no quarto. 
O outro era arremessado para as mulheres solteiras da festa, sendo dessa maneira a próxima a se casar, ritual que é realizado até hoje nas cerimônias.
Com o tempo os buquês de noivas foram substituídos de ervas por flores e ao final da cerimônia a noiva joga o Buquê. 
A sabedoria popular possui diversas crenças para quem pegar o buquê onde dizem que será a próxima a casar ou que terá uma vida prospera.
A modernidade e a criatividade aqui conta muito. Não só existe o buquê que a noiva joga para as convidadas como o buquê do noivo. Isso mesmo, mas nesse caso não é composto de flores e sim uma caixa vazia de whisky. Assim, o sortudo que pegar a caixa vazia leva a garrafa cheia para casa.



Além de jogar o buquê, a caixa de whisky, o famoso sapo de pelúcia (para virar príncipe depois) e olha que fofo esse buquê de Santo Antônio !!!! Além de lindo, deve ser tiro e queda. Quem será a sortuda que vai pegar esse ????





13 de jul de 2012

Preciosidade do Lápis-lazúli (do Egito ao Chile)

Lápis-lazúli, conhecido também como lápis azul, é uma rocha metamórfica de cor azul utilizada como gema ou como rocha ornamental desde o início dos tempos.
A sua cor, azul-escura e opaca, fez com que esta gema fosse altamente apreciada pelos faraós egípcios, como pode ser visto por seu uso proeminente em muitos dos tesouros recuperados dos túmulos faraônicos.

No antigo Egito, o lápis-lazúli era a pedra favorita para amuletos e ornamentos; foi usado também pelos assírios e pelos babilônicos nos selos cilíndricos (locais onde se gravavam pinturas contando a história do povo).

 As escavações egípcias que datam de 3000 a.C. continham milhares de artigos como jóia, muitos feitos de lápis. 
O corpo do famoso faraó Tutancâmon quando foi encontrado estava coberto com uma mascara de ouro e lápis-lazúli. 

Os lápis pulverizados foram usados por senhoras egípcias como uma sombra cosmética para o olho.
Como inscrito no capítulo 140 do Livro dos Mortos egípcio, o lápis-lazúli, na forma de um olho ajustado no ouro, foi considerado um amuleto de grande poder.
 No último dia do mês, oferecia-se este olho simbólico, porque se acreditava que, nesse dia, um ser supremo colocou tal imagem em sua cabeça.

O lápis-lazúli é uma rocha, e não de um mineral, já que é composto por vários minerais. 
A primeira parte do nome, lapis, em latim, significa pedra. 
A segunda parte, lazúli, é a forma genitiva no latim de lazulum, que veio do árabe (al)- lazward, que veio do persa لاژورد, lāzhward, que veio do sânscrito Raja Warta, significando "anel", "vida do rei". 
Lazúli era originalmente um nome, mas logo veio a significar azul por causa de sua associação com a pedra. 
A palavra em inglês azure, o azul espanhol e português e o azzurro italiano são cognatos.

Por ser uma pedra muito conhecida no Egito muitas jóias e semi-jóias são feitas com ela, mas acreditem, no mundo atual o lápis-lazúli é a pedra nacional do Chile.
Assim como no Egito, o Chile possui diversos acessórios feito com essa pedra linda, e SIM, é a pedra típica do país.







11 de jul de 2012

Sua vida em uma jóia

O primeiro beijo. 
Uma viagem especial. 
Um grande amor. 
O primeiro animal de estimação. 
Uma amizade eterna. 
Uma bebida favorita. 
Amigos. 
Trabalho. 
Família. 
Amor. 
Vida = Life by Vivara



Já pensou ter a sua vida montada em uma jóia ? 
Essa foi a intenção da Vivara ao criar a coleção Life.
Tudo aquilo que você mais gosta em uma jóia. O que mais a mulherada pode querer ?
Funciona da seguinte forma : cada evento marcante em dua vida você coloca na pulseira ou colar um berloque correspondente aquele fato. No final, o resultado é surpreendente.




Recentemente comecei a montar minha vida em uma jóia.
Os berloques que coloquei foram o do amor (LOVE), uma taça de drink (pois amo muito beber) e um prata com um fio de ouro (afinal, quem não gosta de ouro ?).
Qual será o meu próximo ? E o seu ? Se pudesse escolher alguns berloques que representassem sua vida, seu momento ... qual seria ?




4 de jul de 2012

Jóias, Semi joias e bijuterias

Muitas pessoas não entendem porque produtos tão semelhantes são vendidos a preços tão diferentes. 

Entretanto, a primeira dica a ser dada é que nem sempre preço é tudo. 

Se os preços são muito diferentes entre peças semelhantes, provavelmente estamos então falando de peças diferentes, que apenas aparentam serem iguais.

 É o caso das diferenças entre jóias, semi jóias e bijuterias simples.

As semi jóias são feitas em materiais mais comuns, mas recebem muitas camadas de metais preciosos. 
São consideradas um “meio termo” entre as jóias e as bijuterias, em função de serem submetidas ao mesmo processo de fundição e adornos finais de uma jóia em ouro maciço. 

A diferença está na sua origem, um material comum e baixo valor econômico, mas que recebeu banhos e camadas de metais preciosos, como o ouro e o ródio. 
Quanto maior for o número de banhos, mais resistente a oxidação a peça será.
Na maioria das vezes, elas são montadas com pedras semi-preciosas, preciosas e cristais e zircônias, sendo  lapidadas como os diamantes, assim, por terem uma micro cravação e um acabamento perfeito, são praticamente iguais às jóias.

Já as jóias são constituídas de metais nobres e preciosos em sua essência, que recebem processos de fundição e tratamento para ampliarem ainda mais seu valor de mercado, bem como sua durabilidade.

E abaixo das jóias e das semi jóias (chamadas por alguns, de bijuterias finas), há ainda as bijuterias comuns, as quais não possuem qualquer garantia de inoxidação, podem provocar alergias, além de possuírem baixa durabilidade. 
Ao longo do tempo, é possível perceber que as bijuterias perdem o brilho, em virtude do seu processo de tratamento simplificado, bem como pela baixa qualidade dos metais usados (em geral, banhos de níquel que, dependendo da quantidade de camadas, podem até ser cancerígenos).






3 de jul de 2012

Jóias de Tutancâmon

O fascínio do ser humano por jóias começou na antiguidade.

Com nove anos Tutancâmon subiu ao poder, tendo dirigido o país até os 18 anos.

Por ironia, este rei que nada fez de muito importante tornou-se um nome de grande destaque simplesmente porque quando morreu, foi enterrado e teve sua tumba descoberta quase intacta.

Os egípcios acreditavam que era fundamental fornecer a múmia tudo o que fosse necessário à sua viagem para o além, e no caso de personalidades poderosas ainda se colocavam ricos tesouros em suas tumbas, razão pela qual estavam sempre sendo saqueadas.

O inglês Howard Carter que, sem querer, achou o túmulo de Tutancâmon em sua escavação no Vale dos Reis em Luxor.

Nunca antes na história da arqueologia egípcia alguém tivera o privilégio de contemplar uma visão tão espetacular.

Havia um aposento abarrotado de objetos luxuosos: ouro cintilando, estátuas e centenas de objetos valiosos.

O corpo do faraó estava coberto com uma mascara de ouro e lápis-lazúli e as lindas jóias encontradas no túmulo comprovam o notável adiantamento da ourivesaria do Egito naquela época.

A maioria desses tesouros podem ser vistos no Museu do Cairo.

A beleza das jóias e tesouros expostos no Museu do Cairo são indescritíveis.


Mascará de ouro e lápis-lazúli

Jóias encontrada no peitoral do Faraó

Bracelete
Jóias encontradas no túmulo

Edição de julho de 1979

Museu do Cairo